quinta-feira, 25 de junho de 2015

RESENHA: WILL GRAYSON, WILL GRAYSON

Já que voltei aos blogs, nada mais justo que voltar as resenhas. Estive pensando em qual livro resenhar, se pegava algum que já havia lido este ano ou no último ano em que fiquei parada sem blog, mas – com a aproximação da #MLI2015 – achei melhor começar do último livro que li e continuar daí. Conforme meu tempo for esgotando (no futuro, com o retorno das aulas e tudo mais) e eu não ler mais tão rápido como costumo, aí resenharei os livros que já estão lidos.

Portanto, vamos lá! O último livro que li foi nada mais, nada menos que Will & Will: Um Nome, Um Destino (ou apenas Will Grayson, Will Grayson), então a resenha de hoje é dele!


Sinopse: Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra... Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome. E, aparentemente, apenas isso os une. Mas mesmo circulando em ambientes completamente diferentes, os dois estão prestes a embarcar em uma aventura de épicas proporções: o mais fabuloso musical a jamais ser apresentado nos palcos politicamente corretos do ensino médio.

Este livro já estava dentre os que queria ler há pouco mais de um ano, mas nunca tinha realmente pego para ler. Tentei ler nas últimas férias, mas logo que as aulas iniciaram eu acabei por abandonar muitas leituras que estava pretendendo fazer, sendo essa uma delas. Apesar da minha demora de finalmente me deliciar com a união de dois autores que gosto bastante, John Green e David Levithan, tudo ocorreu bem e eu o li na velocidade que sempre leio livros de um desses autores. Vamos ser honestos, Green e Levithan tem aquela maneira de escrever que você lê em algumas horas em um dia ou um pouquinho por dia para fazer a leitura durar.

Vamos começar a opinião lembrando que a história não trata exclusivamente do homossexualidade, como vi muitas pessoas pensando isso quando viam o livro. Trata-se do amor num contexto geral, independente do seu gênero ou orientação sexual. Em Will & Will nos deparamos com uma sequência de capítulos intercalados narrando o ponto de vista de cada um dos dois personagens de mesmo nome.

Um deles, o Grayson de John Green, é um garoto comum do ensino médio que só tem duas regras: #1 calar a boca, e #2 não se importar tanto. Seu melhor amigo é Tiny Cooper, cuja descrição aqui devo de quotar: “não é a pessoa mais gay do mundo, tampouco é a maior pessoa do mundo, mas acredito que ele possa ser a maior pessoa do mundo que é muito, muito gay, e também a pessoa mais gay do mundo que é muito, muito grande”, e esse é apenas o meu personagem favorito em todo o enredo.

Já o outro, o Will de David Levithan, também é um estudante comum, mas as coincidências param por aí. Esse é mais quieto, sarcástico e gay (porém sem a parte feliz da palavra, ainda mais se comparado a Tiny Cooper). Dos dois Will, eu gostei bastante desse... Apesar de ter achado seu enredo pouco aperfeiçoado em relação ao outro. Por exemplo, eu queria ter entendido um pouco mais do porquê ele era tão negativo daquele jeito, mas isso não fica exatamente claro ao leitor.

Os principais personagens são esses, mas também temos Jane e Maura, garotas que aparecem na história de cada um dos Will de maneiras diferentes. Num geral, a história é boa, mas durante grande parte da leitura eu fiquei um pouco confusa quanto ao foco de ambos autores no livro como um todo. Isto, contudo, começou a passar conforme cheguei ao final e conclui qual este seria: Will Grayson, Will Grayson, assim como a peça de Tiny Cooper no enredo, trata-se de uma história de amor, cujos personagens aprendem a aceitarem a si mesmos e apreciarem os outros.

Possivelmente por ter esperado muito mais do livro (por ter dois autores de peso), me decepcionei um pouco durante a leitura, mas o final conseguiu me surpreender um pouco, e surpreendi a mim mesma com o quanto gostei de ter lido a história. Quem acompanhou minha leitura pelo Skoob notou que minha nota estava três antes de ter finalizado. Não consegui lidar com o quão adorável foi.

WILL & WILL: UM NOME, UM DESTINO 
John Green & David Levithan
Galera Record, 2013

NOTA:
★★★★☆

Vamos também lembrar que colocar dois escritores que gosto muito torna minha posição extremamente suspeita... Então não levem minha opinião como algo profissional. Afinal de contas, sou apenas uma leitora assídua com tendência enorme a livros YA.




 E VOCÊ, JÁ LEU WILL & WILL?
DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE O LIVRO NOS COMENTÁRIOS!

6 comentários:

  1. O que falar de Tiny? Ele é amor em pessoa!
    E eu amei demais o Will do David (eu preferir o David ajuda, claro) e que eu tb queria saber muito mais sobre ele. Apenas querendo NOW que o tio David faça uma continuação pro Will dele. Apenax.
    Eu adorei demais esse livro, mesmo. As duas escritas em um mesmo livro foi muito amor, eu achei uma história leve e muito agradável de se ler. Aiai, muito bom. Bateu até saudade de ler! hahahahaha

    Bjos, fia! <3

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    1. TINY É MUITO AMOR <3!
      E sim, o Will do David foi o que eu mais gostei (e olha que sou mais a favor do tio John em 99% das vezes). Ele DEVERIA mesmo lançar uma continuação pro Will dele, eu queria muito entender toda a complexidade daquele ser :(! Mas vi que o David vai lançar o livro sobre o musical do Tiny... Ou lançou, não lembro mais!

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  2. Ainda não li esse livro , mas , gostaria de o ler só para tirar minha própria opinião . Já vi comentários positivos e negativos , então , o melhor que se tem a fazer é ler , né ?
    Não conheço a escrita de David Levithan , mas , já a de John Green estou familiarizada , pois , li ACEDE e Cidades de Papel , sendo que este último não gostei muito .
    Beijos ...
    Amei o seu blog ! Já virei até seguidora ... Aliás , segue de volta ?

    http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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    1. Oi Diane, obrigada por passar e seguir! Já estou seguindo e, inclusive, curti a página no Facebook! Que pena que não gostou de Cidades de Papel... Ele é um dos que mais gosto, junto de Quem é Você, Alasca?, mas é o que vivo dizendo, os livros do Green são bem extremistas: ou você ama ou não. É difícil ficar em cima do muro e considerar pontos negativos e positivos, haha, mas sou uma grande fã dos livros dele. Quanto a David Levithan: pegue algum livro dele para ler qualquer dia. Um dos que li e mais gostei foi Todo Dia, portanto recomendo muito!

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  3. Preciso ler esse livro! Como você eu também sou fã dos dois e leio tudo deles separados então pq eu ainda não li esse?!?! Acho que tenho medo de me decepcionar com a leitura. Enfim, sua resenha me deixou com vontade de sair correndo para comprar.
    Te indiquei em uma tag lá no blog! :D http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/2015/06/tag-inverno-literario.html Espero que goste.
    Beijos!

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    1. Oi, Gabs! Ai, leia, sério, para quem gosta dos dois é uma ótima fusão (podia ser melhor, claro, afinal ambos colocam bastante expectativa juntos, né, mas é uma ótima leitura mesmo assim). Obrigada pela indicação! Estarei checando <3!

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