terça-feira, 7 de julho de 2015

RESENHA: A RAINHA VERMELHA

Um salve para quem começou a #MLI2015 com um livro que não estava na TBR! Como já sabem a Maratona Literária de Inverno começou (ontem, segunda-feira) e o primeiro livro que acabei lendo foi um que nem havia selecionado – a ideia era ter lido antes da maratona (comecei na sexta), mas com um final de semana tão corrido foi meio complicado. Portanto, esse foi o primeiro livro marcado como “lido” durante a maratona. E, já devo adiantar que não podia ter começado de maneira melhor.



Acho difícil falar de livros quando gosto muito deles, pois são muitos detalhes, muitas coisas que eu gostaria de falar – mas não se preocupe, essa resenha será spoiler-free e o mais direta possível. Espero que, ao final desse post, vocês consigam entender um pouquinho do porque amei tanto esse livro abriu as portas da nova “queridinha” dentre as distopias que leio (e já li).

Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.

Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

Fui levada a um mundo conturbado, mas que fascina. Essa é definitivamente a frase que uso para descrever um pouco do que senti lendo A Rainha Vermelha. É muito difícil achar palavras para expressar... Como disse a uns amigos: “não sei o que dizer, só sentir”. Victoria Aveyard pintou um cenário, uma monarquia, uma sociedade baseada no sangue. Aqui, os pobres não são apenas pobres: a cor do sangue comprova seu status – algo que eles já nasceram sabendo, algo que jamais vão mudar. Ou melhor, é algo que eles desejam mudar... Se pudessem.



Como toda sociedade (tanto na realidade, quanto nos livros distópicos), temos sempre os rebeldes: os que não aceitam a maneira como as regras estão ditadas, que acreditam num mundo melhor em que a igualdade prevalece. E, nesse livro não é diferente.

Os vermelhos, plebeus, sem poderes, parecem quase pequenos demais – apesar de representarem grande parte da população – perto dos prateados. Ricos, parte da elite, parte da monarquia e quase deuses, esses comandam os reinos do mundo escrito por Aveyard. O reino de Norta é o foco do enredo que, além de estar em uma guerra centenária com o reino de Lakeland, tem entre sua classe baixa um grupo revolucionário ganhando forma.



Mare Barrow narra a história de sua vida: a ladra com mãos ágeis, cujo único talento que conhecia era o de saber a hora certa de correr. Mas, mesmo estando sempre à sombra da irmã mais nova, e estar fadada a ser mandada à guerra ao completar a maioridade, ela possui algo maior. Apesar de vermelha, ela tem poderes – uma vermelha que não é apenas vermelha, mas também prateada. Como poderia isso ser possível? Absorta sobre esse fato até um dado momento, é bem fácil de notar seu poder ao longo da narrativa dos primeiros capítulos (tornando a apresentação dele previsível, mas não menos emocionante).

Uma mistura de Katniss Everdeen e America Singer, Mare é uma personagem forte e difícil de não gostar. Sempre buscando salvar e proteger aqueles que ama, a distribuição gratuita de confiança acaba se tornando um dos seus maiores defeitos. Descoberta por seus poderes, ela passa a viver uma mentira e – ao mesmo tempo – se vê aliada a uma revolução que pode não apenas mudar seu reino, como causar uma guerra contra outros.



De todas as coisas que me fascinou em sua história, a famosa frase “todo mundo trai todo mundo” é a maior delas. É impossível ler sem ter aquela pulga atrás da orelha com todos os personagens do enredo – mas é exatamente isso que dá mais gosto por cada reviravolta. É difícil, inclusive, confiar na própria Mare. A Rainha Vermelha é o livro exato para não se apegar aos personagens: não porque eles morrem, mas porque qualquer um deles pode te enganar divinamente.


A RAINHA VERMELHA
Victoria Aveyard, 424 páginas
Editora Seguinte, 2015
NOTA: ★★★★★

Se você gosta de histórias que te fazem esquecer de respirar enquanto lê, esse é seu livro! Adicionei aos favoritos no Skoob por motivos de: fazia tempo que eu não surtava tanto por um livro e por, talvez, estar se tornando minha distopia favorita. E, graças a Maratona, tive amigos com quem surtar (obrigada, Fred, Lipe, Duds e todo mundo que acabou convencido a ler enquanto nos via surtar, haha).

NOVIDADES
Os direitos do livro já foram comprados e estão em busca de uma diretora... Ou seja, logo logo teremos uma adaptação! Ainda não faço ideia de quem gostaria no filme, mas espero que façam um bom trabalho.

A sequência, Glass Sword (Espada de Vidro, na tradução literal) tem  previsão para fevereiro de 2016. A capa, por acaso, foi divulgada hoje!



PARTICIPANDO DA #MLI2015?
QUAL LIVRO VOCÊ LEU PRIMEIRO?

16 comentários:

  1. Eu não gosto muito de distopias, mas não tenho muita moral pra falar isso porque não lembro de ter alguma, faz sentido? Hahaha Mas já ouvi falar tanto sobre esse livro e sua resenha está tão incrível e você passou tanta admiração pelo livro que fiquei realmente curiosa e tentada a ler.
    Só li um 'livro' da maratona, que na verdade foi uma HQ, mas estamos aí comprando livros novos hahaha Será se vou flopar? Acho que sim, hein hahaha
    Boa sorte pra gente!
    Beijo

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    1. Ceci, eu acho que sempre temos momentos assim, haha! Tem muitos gêneros de livros que eu também não gosto, porém nunca li. Ainda acho que deveria dar uma chance a alguns deles, mas outros é tipo "não mesmo, pode deixar passar" hahaha. Olha, depois desses cinco dias eu já estou começando a aceitar o flop caso ocorra (coisa que parece bastante provável já hahaha).

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  2. Eu estou entrando em colapso por não ter conseguido comprar esse livro, e tá esgotado no submarino, que tristeza essa vida; Esse mapa, parece que tá tudo banhado em sangue, deve ser demais!

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    1. Oi Fernanda! Eu li ele em ebook mesmo, mas estou vendo vários amigos que estão participando da maratona reclamando sobre a falta do livro já, todo mundo tá tentando comprar! Hahaha, espero que você consiga comprar logo e ler, é fenomenal <3!

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  3. Estou encantada, simplesmente encantada. Você conseguiu fazer eu querer ler um estilo livro que eu geralmente odeio, mas eu gostei tanto do enredo da história, mas infelizmente é mais um que vai se acumular para eu comprar somente quando houver promoções (leia-se black friday).

    Gabbs, xoxo
    http://www.gabbisandi.com

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    1. O enredo ficou muito bom, apesar de não ser totalmente original (uns amigos fala que fica lembrando os X-Men, haha). Mas a ideia foi ótima e o fato de ler com certa insegurança quanto a quais personagens confiar dá ainda mais emoção. Mas sim, black friday é divina e adicione a sua listinha, espero que goste tanto quanto eu!

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  4. Olá ...
    Adorei a sua resenha ! Estou querendo muito ler esse livro , ele está fazendo muito sucesso ...
    Boa sorte na maratona :)

    Ps: Respondi a tag que você me indicou dá uma passadinha lá no meu blog .

    http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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    1. Ele está fazendo muito sucesso mexxmo! Estou até chocada com o fato de estar esgotando em todo lugar, haha. E eu vi a tag, adorei suas escolhas Diane <3!

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  5. Oii!!

    Já li tantas coisas sobre esse livro que com essa última resenha a minha curiosidade ficou ainda maior. Gostei da personagem principal ser parecida com a América Singer, pois amo os livros da Seleção. Fiquei muito feliz com a resenha e quero ler essa história.

    beijos

    http://mundo-restrito.blogspot.com.br
    @rs_juliete

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    1. O povo tá amando ou odiando esse livro, eu seriamente adorei! E sim, ela lembra um pouco da Meri e da Katniss, uma boa mistura de ambas, como se a gente não conseguisse ver onde acaba uma e começa a outra haha. E A Seleção é uma ótima série de livros, eu gosto muito também! Obrigada pela visita e o comentário :D

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  6. kkk tbm comecei com um que não estava na tbr, você não está sozinha!
    Eu não sou muito fã de distopias e não é um gênero que eu leio muito mas são tantos os comentários positivos sobre esse livro que é impossível não ficar curiosa. Eu também tenho certa dificuldade em resenhar livros que gosto muito e favorito, me faltam palavras.
    Adorei sua resenha! Muito legal. Gosto de protagonistas fortes então acho que iria gostar dessa.

    Beijos!
    http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/

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    1. Começar a maratona pelos livros escolhidos na TBR não está com nada, né? HAHAHA. É muito difícil mesmo saber resenhar algo que se gosta muito porque é difícil apontar críticas: quando você gosta acaba adorando tudo, mesmo algumas coisas pequenas que a gente acaba assumindo que não estava bom, haha. Obrigada! Eu daria uma chance para distopias: algumas são bem legais e valem a pena <3!

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  7. Como não se apaixonar por A Rainha Vermelha? Por mais que a sensação de já ter visto aquela cena em algum lugar venha constantemente, o livro nos deixa com a boca aberta da primeira à última página (principalmente nas últimas páginas). Um dos melhores livros que li esse ano ❤️

    Abraços!

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    1. Não tem como não se apaixonar! Com certeza foi um dos melhores que li esse ano e mal posso esperar pelo próximo. E as últimas páginas foi pra matar todo mundo logo de uma vez, plmdds D:!

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  8. Nossa esse livro parece ser muito legal :D
    Adorei a resenha, vou colocar na minha lista.. Adoro livros que te fazem questionar tudo, dá muito mais emoção na leitura e faz você criar muitas teorias.

    http://pelegrinieasociedadedoanel.blogspot.com.br/

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    1. Oi Ana! Sim, eu também gosto muito desse tipo de livro, são os que dão mais gás para ler tudo logo de uma vez, hahaha! Obrigada pela visita e comentário!

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